Espondilolistese

A espondilolistese degenerativa pode ser definida como o deslocamento anterior da vértebra sobrejacente de um nível vertebral, decorrente de um processo degenerativo, sem defeito da pars articularis.
Pode ser assintomática (descoberta casual) ou pode até apresentar incapacidade grave com dor lombar ou dor radicular e/ou quadro de claudicação neurogênica intermitente.
Em geral, depende da intensidade do dano anatômico, do grau de mobilidade segmentar e do comprometimento neurológico.
Para o exame físico é necessário também avaliar a mobilidade dos quadris-joelhos, os pulsos periféricos, descartar artrose das grandes articulações ou alguma doença vascular.
O alinhamento espinopelvico clínico e nos exames de imagem fazem parte da programação do tratamento.
Será solicitado radiografia panorâmica para as mensurações e dinâmicas para avaliar grau de instabilidade, assim como Tomografia e Ressonância magnética para complementar.
Existem fatores de risco de progressão, como a sinovite facetária, a orientação sagital das facetas, a altura do disco e o grau de deslocamento.
O tratamento conservador se baseia na terapia com fármacos, anti-inflamatórios para os períodos de crise de dor e terapia física com reabilitação com fisioterapeuta. 70% dos pacientes respondem a ele.
O tratamento semi-invasivo com infiltrações pode ajudar a resolver um quadro agudo, porém não altera a evolução natural da doença.
O tratamento cirúrgico tem por objetivo principal a descompressão e a liberação das estruturas neurais. Existem diversas técnicas cirúrgicas que serão individualizados para cada paciente